Após o advento da web 2.0, a posse da imagem passou apressadamente da empresa para as mãos do consumidor, como na brincadeira “batata quente”. Mas o caso é sério e dita o novo modo com que as agências de propaganda devem estabelecer contato com o público: mais direto e transparente.
Um site simplesmente elegante e com informações atualizadas é insuficiente diante às exigências modernas, uma vez que o internauta atento — por exemplo um blogueiro — já percebe o poder de influência que sua opinião detém. E como não há compromisso ou contrato para favorecer o fabricante, se o produto ou ação não corresponder às expectativas fatalmente haverá repercursão negativa através do “boca-a-boca virtual”.
Segundo o levantamento feito pela E.life, um comentário feito por meios convencionais (carta, telefone, jornais, no Procon ou até com os amigos) atinge em média 30 pessoas. Já na Internet chega a 120 usuários. E o impacto acaba sendo ainda maior quando a manifestação é negativa: até 250 internautas.
Para sobreviver à competitividade do mercado é preciso monitorar o que dizem sobre sua marca na Internet (Orkut, blogs, fotoblogs, fóruns, sites de compartilhamentos, MySpace e sites de vídeos). Mais do que isto, é necessário tomar as devidas posturas perante os resultados, sempre de forma aberta e dinâmica. Encare os consumidores como os novos “assessores de imprensa”, que não se preocupam em filtrar críticas destrutivas, e trate-os comprometidamente.
Um exemplo bem sucedido de quem está ligado nas tendências é a Dell — segunda maior fabricante de computadores do mundo. No site Ideastorm, a empresa promove total integração com o público permitindo aos usuários votarem no design de um novo computador, dando espaço inclusive para que interfiram na concepção e no desenvolvimento dos produtos.
Que fique bem claro: hoje, em pleno século XXI, é mais do que necessário investir em mídia digital. São idéias assim, oportunas e visionárias, que mantém a Dell no jogo. Ou os anunciantes acordam logo ou “batata-quente, quente, quente, quente… queimou”.
Lucas Sfair


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